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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Por que desejo ser professor ? Como quero ser? O que quero evitar fazer como professor?

Para responder essas perguntas, utilizei-me do texto de Ivor Goodson, "Trajetória para o currículo - História Pessoal e política social em estudos curriculares."

É difícil de responder o por que quero ser professor, pois isso não está bem definido em minha vida.
Prefiro, por enquanto, pular essa perguntar e responder "como quero ser" e "o que gostaria de evitar fazer", sendo professor.

Lendo o texto do Ivor Goodson, achei um trecho onde ele expressa o desejo que tenho, não só considerando a carreira de professor, mas também no dia-a-dia.

"O ponto mais forte do Sr. Goodson é sua habilidade de se relacionar com os alunos individualmente. Ele trata as crianças com seriedade quando isto se faz necessário; ouve o que têm a dizer e os incentiva a falar bastante, mesmo em ocasiões em que normalmente se recusariam. Ele também é capaz de mostrar que seus padrões não são o que deveriam ser, sem criar antagonismo. Possui um grande senso de humor e pode brincar com os alunos sem, contudo, perder o respeito dos mesmos (...)."

Quando lí esse trecho, lembrei da minha primeira postagem aqui no Blog, onde eu citava uma professora que marcou minha infância. Ela agia de um modo parecidíssimo, e até hoje lembro muito bem dela.

Esse é o modelo de professor que me agrada e o que busco ser!!

O que tento evitar fazer/agir sendo um professor, achei em outro trecho do mesmo texto:


"(...)Ivor não parece representar a escola como fazem outros professores. Ele dá a impressão de simplesmente estar lá porque é um emprego. De alguma forma sutil e indefinível, ele transmite um tipo de insolência que é característica apenas de alunos, nunca de professores. Há algo de confidante, arrogante e profundamente irreverente na forma que ele age. Parece não ter qualquer responsabilidade pelo ethos nem pela cultura de lencionar. Não é apenas porque xinga, pois a maioria dos professores da escola o faz, e alguns muito mais que ele. Não porque ele brinca, porque outros professores também. Não são seus trajes ou sua aparência, que são convencionais, comparados com os de vários outros funcionários. É uma característica inerente sua, algo em todo o seu estilo pessoal (WALKER, 1973)."

Minha maior dúvida em ser professor está neste sentido. Pois um professor que age dessa forma não deve gostar do que faz, por isso acaba agindo assim dentro de uma sala de aula.

"Ser professor não é profissão, é uma missão, é caminhar sempre de frente para o sol e nunca permitir que sua sombra lhe guie, o afastando do seu objetivo maior, a educação." (William Manhães).

Um comentário:

  1. Oi Leandro,

    os dois trechos destacados referem-se a mesma pessoa, ou seja, Ivor Goodson. Quando ainda estava em formação (como vocês) e avaliado por duas pessoas diferentes. É ótimo que possas pensar em que aspectos queres desenvolver na tua formação, pois com base nisso poderás realizar escolhas mais conscientes sobre onde e como atuar.
    Seguimos...
    Abraços e até breve!

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