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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Espírito do Rugby!

..Passado e Presente..

Bom, em momento algum sofri influências dos meus pais com relação a escolha de que carreira seguir.. Sempre tive total liberdade para decidir, pois eles sempre me alertavam para fazer algo que eu realmente gostasse e sentisse prazer em fazer. Desde quando saí do ensino fundamental e ingressei no ensino médio, decidi que cursaria Educação Física, pois além de gostar de praticar esportes, tinha o sonho de ser preparador físico, trabalhar no Grêmio, ganhar muito dinheiro.. Mas conforme fui crescendo e me aproximando do universo futibolístico, percebi que não seria bem assim...que existem muitas barreiras, 'panelas' e hipocrisias no mundo da bola redonda.

Com isso, acabei me disiludindo, e muito, com relação a muitas coisas, pois a escola, o ser prefessor, não é um caminho que me agrade. Hoje não basta chegar na sala de aula com um cronograma de aula montado e segui-lo.

Hoje, quando nos deparamos com uma turma de crianças e propomos alguma atividade com elas, somos questionados, confrontados e desafiados a todo momento. Se dois alunos que possuam a caracteristica de 'comandar' a turma resolvem se negar a participar de alguma atividade, se torna quase impossivel seguir uma aula como haviamos planejado anteriormente. Cabe ao professor segurar as rédeas e 'se virar nos 30' para contornar tal situação.

No meu tempo de aluno, de ensino médio, a professora chegava na sala, os alunos a respeitavam, ela poderia dar sua aula como havia planejado e pronto.
Até hoje lembro de minha professora de Português, como exemplo de professora. Ela era baixinha, braba, parecia um sarjento! Ela tinha total controle da sala de aula, seja por sua fama de durona, seja por suas atitudes com prefessora. Quando ela entrava para dar aula, todos a respeitavam e a obedeciam e, apesar de ter a fama de sarjentona, brincava e dava a liberdade para brincadeiras, mas todos sabiam que existia um limite para isso. Havia uma frase que ela repetia com uma certa frequência ( até para que não esquecessemos que quem ditava as regras ali, era ela!): "É nos menores frascos que estão os piores venenos!".

O tempo passou, fui descobrindo atividades novas, e hoje o que me encanta e dita o meu Norte, é o Rugby!
É um esporte pouco conhecido no Brasil, mas que a cada dia vem ganhando mais espaço na mídia e se tornando mais popular, a exemplo dos nossos vizinhos Argentina e Uruguai, onde as crianças nascem praticando o esporte.  
Muitas pessoas veem o Rugby como um esporte bruto, por haver contato físico, mas o Rugby definitivamente não é violento e sim extremamente competitivo, onde a inteligência, o pensamento rápido e disposição são fundamentais para um jogador. 
Existe uma doutrina, o "Espírito do Rugby", onde prega-se que o esporte é praticado por um grupo de trinta pessoas , que tão somente no momento do jogo, dividem-se em dois grupos de quinze. Portanto, fora do campo, não há lugar para rivalidades e atitudes anti-desportivas. Tanto isso que, após as partidas, os jogadores tradicionalmente reúnem-se no chamado "terceiro tempo" em que, com muita cerveja e alegria, cantam, socializam e comentam os principais lances da partida recém jogada.

Foi no Charrua Rugby Clube que começei a praticar e hoje, além de jogar, também sou preparador físico e auxiliar técnico da categoria juvenil.